sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

(o guardado)

Encontro-me num teatro de ópera vazio. A sala está completamente deserta desprovida do seu fausto e opulência. Em nenhum lado se vê o publico habitual, os smokings, os casacos de peles, os diamantes ou os espectadores.
Estou no palco, mas não preciso de “representar”, a sala permanece vazia e a serenidade tomou conta do mesmo. Sento-me no chão e fico a olhar… imagino a sala cheia, com todo o glamour e penso que, nada é tão belo quando se encontra vazio, até porque as paredes também têm alma e cada recanto uma história.

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